Em 2 de dezembro de 2025, Brasil e Coreia celebram o trigésimo quarto aniversário da entrada em vigor do Acordo para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal. O acordo original foi assinado em 7 de março de 1989 e entrou em vigor em 2 de dezembro de 1991. O acordo original tem um acordo interpretativo (20/03/2006) e um protocolo adicional (assinado em 24/04/2015 e em vigor desde 21/11/2018).
As relações diplomáticas entre os dois países tiveram início em 1959. Em 1962, a Coreia estabeleceu no Rio de Janeiro sua primeira embaixada na América Latina, marcando um marco na aproximação da Ásia com a região. Desde então, Brasil e Coreia construíram uma arquitetura de diálogo bilateral que inclui o Mecanismo de Consultas Políticas; o Fórum Brasil-Coreia; o Comitê Consultivo Agrícola; a Comissão Mista de Ciência, Tecnologia e Inovação; o Comitê Conjunto para a Promoção do Comércio e o Investimento e a Cooperação Industrial; e o Mecanismo de Consulta sobre Recursos Energéticos e Minerais, entre outros mecanismos de cooperação. Nesse sentido, os presidentes da Coreia do Sul e do Brasil se reuniram no final de novembro na África do Sul, com motivo da reunião da cúpula do G20.
Em relação ao comércio de bens, a relação entre os dois países é dinâmica. Na última década, as exportações do Brasil para a Coreia aumentaram de US$ 3,1222 bilhões em 2015 para US$ 5,5031 bilhões em 2024, enquanto as importações aumentaram de US$ 5,4206 bilhões para US$ 5,1572 bilhões em 2024. Ao longo desse período, o intercâmbio comercial registrou uma mudança de deficitária para superavitária para o Brasil. Os principais produtos exportados pelo Brasil para a Coreia foram os óleos de petróleo bruto, farelo e pellets de soja e milho.


